Árvore centenária em perigo…
A AMJCR solicitou informações à CM Loures, relativamente à construção prevista e aparentemente já iniciada, na Av. Capitão Salgueiro Maia junto ao parque verde da urbanização. Pelo que sabemos, a construção de um dos edifícios (na planta do loteamento estão previstos 3), irá obrigar ao corte de uma árvore centenária e emblemática na urbanização.
Esta situação, reportada por um morador na urbanização e que aqui se apresenta, foi já comunicada a vários meios de comunicação social com o objectivo de incentivar e promover o dialogo entre todas as partes, avaliando alternativas que garantam a preservação do património natural que existe na Urb. Jardins do Cristo Rei.

" Na Urbanização Jardins do Cristo Rei em Moscavide (Câmara Municipal de Loures) existe uma árvore Araucária de grande porte que, segundo as informações de que disponho (ainda não muito precisas), terá mais de cem anos.
Depois de alguns contactos com as autoridades camarárias respectivas no sentido de tratar e proteger o espécime em causa, fui finalmente informado de que a árvore, apesar de se encontrar de boa saúde (confirmação dada pela Engª. Florestal - técnica responsável da CMLoures), está condenada ao abate porque está inclinada e, segundo parecer camarário, apresenta risco de queda.
Hoje, para espanto dos moradores da área, começaram obras de construção de edifícios de habitação no terreno onde está implantada esta árvore.
De referir que a Urbanização Jardins do Cristo Rei tem cerca de 10 anos e esta árvore impediu, desde o princípio, a construção da mais blocos de apartamentos precisamente devido à protecção do património arbóreo da região.
Esta árvore tem efectivamente valor patrimonial pela sua idade e porte! É conhecido; não obstante estar aparentemente a sucumbir a interesses imobiliários.
Desde sempre inclinada, esta árvore com dezenas de metros de altura e um tronco que 2 adultos não conseguem abraçar, nunca constituiu objecto de preocupação no que diz respeito à protecção dos moradores e transeuntes. Pelo contrário, é esta característica que lhe imprime a curiosidade e interesse públicos, não só a nível local mas de alguns especialistas na área florestal.
Caros Senhores, pretendo que esta minha intervenção/mensagem assuma ao mesmo tempo a função de alerta, pedido de ajuda e sensibilização; porquanto não podemos continuar a descartar-nos de tudo sempre ao sabor dos mesmos interesses.
Há coisas que não custam dinheiro. Esta árvore não custa meio milhão de euros; custa 100 anos.
E não obstante, poderá ter os dias contados.
Teremos, provavelmente, escassos dias se quisermos intervir.
Apelo ao envolvimento de jornais, da comunicação social em geral, no que está ao seu alcance. Junte-se o interesse de vender a notícia ao de preservar o que ainda nos vai restando.
Apelo aos ambientalistas no sentido de ajudar a perceber o que é e não é legal fazer, aos engenheiros florestais e civis para se perceber que soluções técnicas existem para a preservação da árvore em conjunto com a construção dos edifícios, enfim, de quem puder e quiser contribuir de alguma forma para manter esta árvore centenária de pé.
Os nossos filhos vão gostar de saber que nos envolvemos também nestes assuntos."



